Jill Feldman

  < Voltar Atrás >

   
NOTAS BIOGRÁFICAS - BIOGRAPHICAL NOTES - Jill Feldman
   

Nascida nos Estados Unidos da América, Jill Feldman é actualmente uma figura destacada no campo da interpretação da Música Barroca e Clássica.

O seu estilo altamente expressivo combina uma grande agilidade vocal com um profundo sentido dramático e significado do texto.

Jill Feldman fez os seus estudos musicais na Universidade da Califórnia onde se licenciou em musicologia. Paralelamente, o estudo da Literatura Europeia e a sua paixão pela obra de Shakespeare e seus contemporâneos, levaram a cantora a aprofundar os estudos sobre os diversos estilos vocais daquele período. Estudou com Lillian Loran em São Francisco e em 1980 recebeu uma bolsa de estudo Alfred Hertz que lhe permitiu aperfeiçoar a interpretação da Música Antiga sob a orientação de Andrea von Ramm em Basileia, na Suiça. Pouco tempo depois fez a sua notável estreia em três produções: o papel de La Musica no Orfeu de Monteverdi, em Berkeley (California); a figura de Clerio na Erismena de Cavalli no Festival dei Due Mondi em Spoleto, Itália, e na ópera "Ordo Virtutum" de Hildegard von Bingen em digressão com o agrupamento de música medieval Sequentia.

Em 1981, a pedido de William Christie, ingressou no grupo Les Arts Florissants em Paris. Com este conceituado grupo criou o papel principal da Ópera de Charpentier Medeia cuja gravação em disco (Harmonia Mundi) lhe grangeou os prémios Gramophone Record de 1985, Grand Prix Charles Cros e o Grand Prix du Disque de Montreux. Depois do sucesso obtido com a Medeia, Jill Feldman foi convidada por Nicholas McGegan para uma digressão pelos E.U.A. com a sua Philarmonia Baroque Orchestra num programa de Música Barroca Francesa para soprano e orquestra, grupo com quem posteriormente se apresentou e gravou em produções que foram galardoadas, tais como a oratória Susanna e a cantata Clori, Tirsi e Fileno de Handel (Harmonia Mundi USA). Mais tarde integrou o agrupamento medieval Mala Punica, com quem gravou cinco programas para a Arcana e a Erato.

Desde então Jill Feldman já fez mais de 50 gravações que incluem quatro recitais a solo em música inglesa e italiana do século XVII: Udite amanti de Monteverdi, D'India, Rossi, Strozzi, Carissimi (Linn Records) e Ayres from Orpheus Britannicus de Henry Purcell com o alaudista Nigel North e ainda Harmonia Sacra de H. Purcell com Davitt Moroney em órgão (Arcana). Muito recentemente, gravou Pianger di dolcezza: poesia italiana posta em música por Giulio Caccini e Sigismondo D’India (Stradivarius). Recentemente criou com seu marido, o flautista Kees Boeke, a sua marca discográfica, O-live Music, onde fez quatro gravações: Trecento (Machaud, Jacopo da Bologna, Matteo da Perugia, Ciconia), Ténèbres (Charpentier, DeLalande, Couperin), William Byrd and his Contemporaries (com o Concerto delle viole), Dufay Chansons (Ensemble Tetraktys).

Jill Feldman tem-se apresentado sob a direcção dos mais prestigiados maestros do repertório barroco tais como Frans Brüggen (a Criação de Haydn), Andrew Parrot (As Vésperas Carmelitas de Handel - EMI), Jordi Savall (motetes de Delalande), René Jacobs (Orontea de Cesti e Xerses de Cavalli – Harmonia Mundi). Encarnou a personagem Armida em Lo schiavo liberato de Stradella  no Teatro di Modena e no Festival de Liège, e o papel principal em La Vita Humana  de Marazzoli no Tramway  de Glasgow. No campo da música contemporânea, Jill Feldman actua com o ensemble Duix, mais recentemente em concertos na Villa  Medici em Roma, em Santa Maria della Grazia em Milão, no Ysbreker Festival de Amsterdão e no Ars Musica Festival em Bruxelas.

Jill Feldman é presentemente professora no Conservatório Real de Haia, na Hochschule für Musik und Theater, em Zurich e na Academia de Música Antiga de Lisboa.        

 
   

American-born soprano, Jill Feldman, is a leading artist in the field of medieval, baroque and classical performances.  Her highly expressive style combines an agile vocal technique with close attention to the dramatic content, beauty and meaning of the text. 

Jill Feldman earned a degree in music from the University of California. Parallel studies in European literature kindled an intense love for the works of Shakespeare and his contemporaries, and led naturally to her immersion in the vocal styles of the period.  She trained with Lillian Loran in San Francisco, and, in 1980, was awarded an Alfred Hertz Scholarship to perfect her interpretation of early vocal music under the guidance of Andrea von Ramm in Basel. Shortly thereafter she made her dramatic debut in three productions: in the role of La musica in Monteverdi’s Orfeo staged in Berkeley, California; as Clerio in Cavalli’s Erismena at the Festival dei due mondi in Spoleto, Italy; and on tour with the medieval ensemble, Sequentia, in their much lauded performance of Ordo Virtutum by Hildegard von Bingen.

It was in 1981, at the request of William Christie, that Jill Feldman joined Les Arts Florissants in Paris.  With this renowned ensemble she created the title-role of Charpentier’s Médée;  their recording (Harmonia Mundi) won the Gramophone Record Award in 1985, the Grand Prix Charles Cros and the Grand Prix du Disque de Montreux.  Following her success in Médée, Jill Feldman was invited by Nicholas McGegan to tour in the US with his Philharmonia Baroque orchestra and to participate in their award winning performances of Handel’s oratorio Susanna and the cantata Clori, Tirsi and Fileno (Harmonia Mundi USA).  Later, she joined the medieval ensemble, Mala Punica, with whom she recorded five programs for Arcana and Erato.

Since then, over 50 recordings have followed including four solo recitals of English and Italian 17th century music: Udite amanti Monteverdi, D’India, Rossi, Strozzi, Carissimi (Linn Records), Henry Purcell : Ayres from Orpheus Britannicus with lutenist Nigel North, and Henry Purcell: Harmonia Sacra with organist Davitt Moroney (Arcana), and most recently Pianger di dolcezza: Italian poetry set to music by Giulio Caccini and Sigismondo D’India (Stradivarius). Recently, she started her own record label, O-live Music, with her husband, flutist Kees Boeke with four recordings:  Trecento (Machaut, Jacopo da Bologna, Matteo da Perugia, Ciconia), Ténèbres (Charpentier, DeLalande, Couperin), William Byrd and his Contemporaries (with Concerto delle viole), Dufay Chansons (Ensemble Tetraktys).

Jill Feldman has appeared under the direction of such distinguished musicians as Frans Brüggen (Haydn’s Creation), Andrew Parrot (Handel’s Carmelite Vespers EMI), Jordi Savall (DeLalande Motes), and René Jacobs (Cesti Orontea, Cavalli Xerses Harmonia Mundi). She incarnated the role of Armida in Stradella’s Lo schiavo liberato at the Teatro di Modena and for the Festival de Liège, and the title role in La Vita Humana of Marazzoli at the Tramway in Glasgow. In the realm of contemporary music, Jill Feldman performs with the ensemble Duix, most recently in concerts at the Villa Medici in Rome, Santa Maria della Grazia in Milan, the Ysbreker Festival in Amsterdam, and the Ars Musica Festival in Brussels.

Jill Feldman teaches at the Royal Conservatory in The Hague, at the Hochschule für Musik und Theater in Zürich, and for the Academia de Música Antiga de Lisboa in Portugal.

 
   
   
    e-mail